segunda-feira, 2 de julho de 2012

A polêmica situação do Piso Salarial Nacional Agentes de saúde



A valorização dos Agentes de Saúde parece ter períodos marcados para ficar em evidência, ou seja, nos período eleitorais. A proposta original do Piso Nacional equivaleria hoje ao valor de R$ 1.244,00 (mil duzentos e quarenta e quatro reais). Tivemos o Projeto de Lei do Senado - PLS 196/09 e PL 6.111/09 de autoria da Senadora Patrícia Saboya, a Emenda à Constituição - PEC 323/09 (do deputado Valtenir Pereira) e o Projeto de Lei - PL 7.056/10 (do deputado Pedro Chaves) que altera a Lei nº 11.350 para regulamentar a EC nº 63/10 visam estabelecer o Piso Salarial Nacional Agentes de saúde, contudo, sem êxito. Diante da negativa da aprovação dessas propostas a administração da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde – CONACS fez um fracionamento dos valores (correção do salário a cada ano até atingir o valor desejado). Esta proposta, embora considerada relevante por grande parte da categoria, não foi aceita por aqueles que identificaram perdas significativas em face do projeto original. Além desse fato, em alguns municípios os valores salariais pagos aos agentes estavam bem acima da proposta apresentada pela confederação. A proposta também não foi aprovada e a categoria amargou mais uma decepção.

Diante da realidade descrita acima a Mobilização Nacional dos Agentes de Saúde – MNAS, que já havia alertado a categoria sobre a possibilidade de manobra meramente eleitoral, como de fato ficou qualificada, passou a posicionar-se contra a irresponsabilidade por parte da administração da CONACS. A confederação não tem recebido apoio nem mesmo de suas associadas, do total de 10, apenas 3 estavam com situação regularizada, conforme a própria instituição divulgou em seu site. Para agravar ainda mais a situação, há uma vasta lista de estados em que a CONACS não possui filiação (confederações): Minas Gerais, Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo, Roraima, Amapá, Pará, Paraná, Amazonas, Acre, Tocantins, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Portanto, o que presenciamos a cada ano é a tentativa de promoção por parte de algumas lideranças dos ACS/ACE, que pelo que é observado, tenta obter vantagens projetando apoio a alguns parlamentares. Um dos absurdos que denunciamos foi a proposta de emenda na Medida Provisória 568/2012, que não trata de piso salarial dos agentes de saúde coisa nenhuma, salvo dos 6.365 empregos públicos da FUNASA criados pelo art. 11 da Lei Federal 11.350/2006.

Recentemente alguns bloqueiros divulgaram uma matéria informado que o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, sugeriu à Ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a edição de uma Medida Provisória para fixar o piso salarial e criação da carreira profissional dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias. Mais uma contradição, considerando que a carreira profissional em questão já foi criada.
É fundamental observarmos que o projeto de lei sobre o assunto, em tramitação na Câmara dos Deputados, já aprovado pelo Senado, tem vício constitucional, ou seja, mais uma perda de tempo. Na verdade, embora aparente que a CONACS e aliados não saibam, é que matérias que criam política salarial somente podem ter origem no poder Executivo, como divulgamos anteriormente nas mais diversas ferramentas interativas que administramos. Portanto, ou estão sendo ingênuos com os ACS e ACE ou desejam continuar nos tratando semelhante a meninos.

Infelizmente a fraca memória de muitos colegas não permite lembrar que já tivemos o Projeto de Lei do Senado - PLS 196/09, Projeto de Lei 6.111/09, a Emenda à Constituição - PEC 323/09 e o Projeto de Lei - PL 7.056/10 que altera a Lei nº 11.350 para regulamentar a EC nº 63/10 visando estabelecer o Piso Salarial Nacional Agentes de saúde e ainda não temos nada de concreto, além do registro no papel.

O que é que está errado na luta pelo estabelecimento do Piso Salarial Nacional dos Agentes de Saúde? Por que eles, que desempenham tão relevantes atividades na melhoria da qualidade de vida da população brasileira não conseguem estabelecer essa meta? A resposta pode ser extraída da própria categoria: instituição constituídas para representar os profissionais mais que, pelo que se identifica, apenas defendem interesses particulares, em seus arranjos políticos não conseguem imprimir o interesse da coletividade. Além das alianças políticas que apenas tem produzido frutos aos “padrinhos dos agentes de saúde” e amenizado a falta de recursos com venda de camisas “do Piso Nacional.” São quase quatro anos que os ACS e ACE são iludidos com falsas promessas e nenhuma novidade compatível com o seu potencial.
O Ministério da Saúde repassa para os municípios, todos os meses, o valor de quase dois salários mínimos para complementar o pagamento dos salários dos agente de saúde e muitas vezes esses valores não chegam aos trabalhadores, como é de conhecimento geral.
Enquanto a situação da proposta do piso não se define, a Confederação Nacional dos Municípios - CNM pede a inconstitucionalidade da emenda 63, no Supremo Tribunal Federal - STF.

A inclusão da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) e Federação Nacional dos Agentes Comunitários e de Endemias (FENASCE) ou mesmo de apenas uma dessas instituições possibilitaria o estabelecimento de um grande diferencial na definição da situação em que o processo do piso se encontra.

Samuel Camêlo - Coordenador geral da MNAS, militante da luta pela criação da Lei 11.350/2006, criador das primeiras ferramentas interativas a nível nacional voltada aos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, elaborou a proposta do Curso Técnico em ACS - CTACS.Por Samuel Camêlo*

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mais de 200 agentes de saúde podem ser efetivados em Maceió

Da direita para esquerda: Nelson e Léo do SINDACS-AL; Galba Novaes, Presidente da Câmara, Fernando SINDACS-AL; Vereador Téo Fortes; Izac Presidente da CUT e Maurício
Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

O presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB), se reuniu, na manhã desta sexta-feira (24), com os agentes de saúde e representantes do Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas (Sindas), para reiterar seu compromisso com a categoria. Na ocasião, o parlamentar esclareceu que continua lutando pela efetivação do restante dos 240 agentes que não foram nomeados servidores públicos do município, no início de janeiro, devido à falta de um certificado emitido por uma comissão especial em 2008.

“Tenho conversado com o prefeito e inclusive já enviei um documento requerendo a publicação desta comissão, que já foi formada. Estamos nos organizando para que todos os agentes de saúde tenham direito à efetivação e, com isto, às novas conquistas que alcançamos no dia de ontem” – esclareceu Novaes, se referindo à aprovação do Projeto de Lei que muda o regime jurídico dos agentes de combate às endemias de celetista para estatutário.

Durante a reunião, o presidente do Sindas, Maurício Sarmento, agradeceu o apoio do presidente da Câmara de Maceió durante toda a trajetória da categoria. “Desde que iniciamos nossa luta temos contado com o apoio do vereador Galba Novaes. Gostaríamos de agradecer ao empenho dele e da Câmara para que consigamos o que é nosso de direito. Ontem demos um importante passo com a aprovação do projeto 06/2012 e devemos isto ao Legislativo municipal e à Prefeitura” – disse.

Já Novaes destacou a importância do trabalho integrado de toda a categoria. “Toda esta vitória é fruto do esforço de vocês, desde quando esta categoria saiu de casa em casa buscando assinaturas para o primeiro projeto de lei de iniciativa popular que a Câmara aprovou. Parabéns e saibam que vou continuar fazendo o meu trabalho, apoiando os servidores deste município” – finalizou o vereador.

Comissão ouve Agentes de Saúde sobre reajuste salarial.

Comissões ouvem representantes de servidores sobre reajuste salarial
A Medida Provisória 568/12, que aumenta os salários de 937 mil servidores federais a partir de 1º de julho, será discutida em audiência pública nesta terça-feira (5) por representantes de diversas categorias profissionais.
Divulgação do Jornal dos Agentes de Saúde do Brasil

Além dos servidores ativos, o reajuste beneficia aposentados e pensionistas e vai custar cerca de R$ 1,5 bilhão do Orçamento de 2012.

Médicos
A MP também altera a carga horária dos médicos que trabalham em hospitais públicos federais de 20 para 40 horas semanais. Essa mudança está gerando protestos e mobilização por parte dos médicos. Eles alegam que o aumento da carga horária vai representar na prática a diminuição do salário em 50%. 

Há mais de 50 anos, os médicos cumprem jornadas de 20 horas semanais, o que permite que eles tenham um segundo emprego também com 20 horas semanais.
Como a Constituição não admite redução de salários ou vencimentos, a medida provisória institui a Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada, que corresponde à diferença entre a tabela atual e a nova. Com isso, metade dos valores recebidos pelos médicos federais será transformada em gratificação, que será paga pelo governo e que não pode ultrapassar 50% da tabela salarial original.

Debatedores
A audiência será realizada pela comissão mista criada para analisar a MP, em conjunto com as comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Direitos Humanos e Minorias.

Foram convidados: 
- o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Maurício da Costa; 
- a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Marina Barbosa Pinto;
- o secretário de Assuntos Jurídicos da Federação Nacional dos Médicos (Fenam),
Antônio Santos; 
- a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs), Ruth Brilhante; 
- o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz D'Avila;
- o presidente do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Emerson Domingos Júnior;
- o presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP), Geilson Gomes de Oliveira; 
- o representante da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Amâncio Paulino;
- o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso; 
- o secretário de Comunicação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), Alex de Oliveira Cezar.
A reunião será realizada às 15 horas, no auditório Nereu Ramos.

Da Redação/WS
Agência Câmara de Notícias

A hora da verdade: Agentes de saúde agora tem deputado padrinho, eleito pelo time do Piso Nacional

O deputado Amauri Teixeira (PT/BA) foi convidado para ser o padrinho dos agentes de saúde e combate à endemias. O convite foi feito na última semana durante uma reunião na liderança do PT. De acordo com representantes dos agentes de saúde em todo o país Amauri tem o perfil ideal para defender a causa por ser um deputado que realmente luta pelos trabalhadores.

Teixeira de pronto aceitou o convite e disse que fará o possível para conseguir melhorias para os agentes. “É necessário que o governo reconheça a importância do trabalho dos nossos agentes de saúde e eu farei o possível para conseguir que esses profissionais tenham o reconhecimento que merecem”, disse o deputado.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Campanha de vacinação contra poliomielite visa imunizar mais de 14 milhões de crianças em todo brasil


O próximo sábado (16) é o dia D de combate à poliomielite, quando criançasmenores de 5 anos devem tomar duas gotinhas contra a paralisia infantil. O Sistema Único de Saúde (SUS) realiza, entre 16 de junho e 6 de julho, a Campanha Nacional de Vacinação contra a doença. A meta é imunizar mais de 14 milhões de crianças em todo país.
Queremos reforçar a importância desse dia D da campanha para o SUS, pelo que chamamos de efeito rebanho, um poder de imunização e mobilização muito grande, afirmou o ministro, Alexandre Padilha, durante o lançamento da campanha, no auditório do ministério.
De acordo com o Ministério da Saúde, serão espalhados pelo país 115 mil postos de vacinação, que atenderão ao público das 9h às 17h. Além dos postos e centros de saúde, shoppings centers, rodoviárias, escolas e outros locais vão receber unidades móveis de imunização.
Multivacinação
A novidade na campanha de 2012 será na segunda fase, quando ocorre a Campanha Nacional de Multivacinação. Em agosto, as crianças com menos de 5 anos devem voltar aos postos de saúde com o cartão  de vacinação. O documento será avaliado para que a criança recebe as doses de qualquer vacina que estiver em atraso.
No segundo semestre faremos a campanha de reforço da imunização, em que as crianças que tiverem vacinas em atraso devem atualizar a vacinação, explicou Padilha.  O Brasil realiza a campanha desde 1980, e não registra casos da doença há 23 anos. De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, do ministério, Jarbas Barbosa, a implantação da campanha foi essencial para eliminar a poliomielite no Brasil e na América.
O último caso de paralisia infantil no Brasil foi registrado em 1989 e no continente americano, no Peru, em 1991. Em 1994, a Opas certificou a erradicação da pólio na região.
Fonte: Portal Planalto