quinta-feira, 12 de junho de 2014

Palestra sobre hanseníase em Rio da Barra

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenação de Vigilância Epidemiológica, realizou, nesta quarta-feira (11), uma palestra educativa na UBSF de Rio da Barra sobre Hanseníase, como parte da campanha nacional de combate à doença que tem como tema: Hanseníase tem Cura. O médico José Wilson e a enfermeira Maura Figueiredo conversaram com a população sobre a doença, forma de prevenir, diagnóstico e cura.

No próximo sábado (14), a partir das 6h, na feira livre, será realizada uma ação com orientação, distribuição de material informativo e muito forró pé de serra para animar o trabalho no ritmo dos festejos juninos.

“Nosso objetivo é conscientizar 100% da população sobre o que é a hanseníase, mostrar que a doença tem cura quando diagnosticada precocemente. Para isso, a Secretaria de Saúde, além de prover um trabalho informativo, está preparada para atender a população, quando se constatar a doença,” destacou a Coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Alaíde Menezes.

Os sintomas da hanseníase são manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo, placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações. O avanço da doença provoca o aumento do número de manchas ou do tamanho das já existentes e o comprometimento dos nervos.
O diagnóstico é feito, principalmente, na avaliação clínica, com a aplicação de testes de sensibilidade, força motora e exame de toque dos nervos dos braços, pernas e olhos, bem como exames laboratoriais como a biópsia.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Cuidados na lavagem das roupas íntimas se refletem na saúde

A lavagem das roupas íntimas vai além da necessidade de mantê-las limpas e cheirosas. Essas peças  ficam em contato direto com regiões do corpo feminino sensíveis a infecções e, por isso, a correta higiene desses itens de uso diário pode fazer toda a diferença quando o assunto é saúde.  Os causadores de tanta preocupação são os fungos e bactérias, que podem se acumular no tecido mal lavado, elevando os riscos de ocorrência de corrimentos e infecções vaginas .
Mas não é preciso se desesperar e passar horas esfregando as calcinhas ou mudar todos os seus hábitos. Vale lavar a peça durante o banho, já que a água morna é recomendável  para a correta higienização. Contudo, não se deve colocar a roupa íntima logo depois disso para secar no varal nem tampouco deixar a peça esquecida no banheiro – atitude esta que só colaborará para a ploriferação dos indesejáveis microorganismos. Após essa etapa prévia no chuveiro, elas devem passar pelo processo de lavagem convencional, com uso de detergente e amaciante. Como outras peças delicadas, alguns modelos não podem ser lavados à máquina, então atente para as recomendações na etiqueta da peça.
Evite misturar calcinhas em algodão com aquelas em renda, lycra e outras fibras sintéticas, o que pode comprometer as peças. Da mesma forma, não é recomendável lavá-las junto com outras roupas, como calças, blusas e toalhas. Outra dica para cuidar das peças íntimas é utilizar um alvejante sem cloro na lavagem, produto que não danifica os diferentes tecidos e possuí ação bactericida, o que funciona no combate à ação de fungos e bactérias.
Na hora da secagem, tire o excesso de água com o auxílio de uma toalha, evitando torcer as peças. Depois, pendure no varal, de preferência sem o uso de pregadores, que podem deixar o tecido marcado. O uso do ferro de passar é indicado para as partes em algodão, já a temperatura alta é mais uma aliada na luta contra os germes.
Essas medidas também devem ser adotadas no caso de peças novas, antes do primeiro uso. Tomando essas precauções, você garantirá a manutenção adequada das suas calcinhas e ainda colaborará com a sua higiene íntima.
*Paula Mor, em reportagem especial para o iG
Foto: Tninkstock Photos

Gordura abdominal pode aumentar o risco de câncer de mama

Novas pesquisas revelam que mulheres na menopausa com acumulo de gordura abdominal ou com a cintura grossa em comparação ao tamanho do quadril podem enfrentar riscos mais altos de tumores nas mamas com receptor estrógeno (ER) negativo.
A equipe de pesquisa observou que tal distribuição de gordura corporal estava mais fortemente relacionada ao risco de desenvolver este tipo específico de câncer do que ao tipo ER positivo.
Este tipo de distribuição de gordura corporal não foi associado a um risco mais alto de outros tipos de câncer, segundo dados do estudo publicado no dia 15 de dezembro no Journal of the National Cancer Institute.
Quando o câncer de mama é do tipo receptor de estrógeno (ER) negativo quer dizer que o câncer não dispõe de receptores do hormônio feminino estrógeno, então o hormônio não estimula o câncer a crescer.
A equipe de pesquisa, liderada por Holly R. Harris, do Brigham and Women’s Hospital and Harvard Medical School de Boston, ressaltou que pesquisas anteriores já haviam sugerido que a composição da gordura corporal (como indicado pelo Índice de Massa Corporal, IMC) tem uma relação complexa com o risco de câncer. Por exemplo, ter o IMC alto já foi relacionado a um aumento no risco de câncer de mamas pós-menopausa, mas não do tipo pré-menopausa.
Por outro lado, os pesquisadores disseram que mulheres na menopausa com acúmulo de gordura em volta dos órgãos da região abdominal têm maior probabilidade de desenvolver condições de pré-diabetes conhecidas como hiperinsulinemia. Testes de laboratório mostraram que receptores de insulina podem promover o crescimento de células de câncer de mama.
Nas mais recentes investigações, Harris e seus colegas se concentraram em dados de mais de 116.000 mulheres que participam do Nurses Health Study II desde 1989, dentre eles a circunferência da cintura e do quadril, registrada em 1993.Segundo os pesquisadores, o fato do câncer de mamas ER negativo ter sido mais fortemente relacionado à gordura abdominal e à proporção cintura-quadril do que o tipo ER positivo sugere que a forma que a distribuição da gordura corporal influencia nos riscos de câncer foge das trajetórias dos hormônios sexuais.
“As descobertas podem sugerir que um trajeto relacionado à insulina, por sua vez relacionado à gordura abdominal, esta envolvido no desenvolvimento de câncer de mamas na pré-menopausa”, escreveram os autores do estudo.
fonte http://delas.ig.com.br/

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sertânia realiza Dia 'D' de vacinação contra a gripe

A Prefeitura de Sertânia, por meio da Secretaria de Saúde, realizou, neste sábado (26), das 8h às 17h, o Dia 'D' de vacinação contra a gripe. Todas as unidades de saúde participaram da campanha, que este ano teve como tema 'Vacinação contra a gripe: você não pode faltar'. As equipes realizaram busca ativa em várias residências para garantir a vacinação das pessoas com dificuldade de locomoção, principalmente idosos.

Além das crianças de seis meses a menores de cinco anos, a campanha tem como público alvo pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Neste caso é necessária a apresentação da prescrição médica.

"A campanha segue até o dia nove de maio e é importante que as pessoas procurem uma unidade de saúde para garantir a vacinação", disse o Coordenador do Programa Nacional de Imunização (PNI) de Sertânia, André Rodrigues

terça-feira, 22 de abril de 2014

ACS's de sertânia participam de curso de Educação Popular em Saúde

Nove Agentes Comunitários de Saúde de Sertânia participam, nesta quarta-feira (23), às 15h, na Faculdade AESA, em Arcoverde, da solenidade de abertura das 2ª e 3ª ofertas do Curso Livre de Educação Popular em Saúde.
A proposta dessa formação é contribuir com a atuação dos profissionais das equipes de Atenção Básica em Saúde, em especial, dos Agentes Comunitários de Saúde, em relação às práticas educativas, de mobilização social e promoção da saúde, por meio de processo de formação tendo como referencial político-metodológico as Políticas de Promoção da Equidade e de Educação Popular em Saúde.
O curso foi elaborado numa parceria entre o Ministério da Saúde/SGEP, a Fundação Oswaldo Cruz, através da Escola Nacional de Saúde Pública e Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, e movimentos sociais populares articulados no Comitê Nacional de Educação popular em Saúde do Ministério da Saúde. Essa qualificação constitui-se como a principal estratégia do Plano Operativo da Política Nacional de Educação Popular em Saúde e está sendo desenvolvida em dez estados do país.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Prefeitura de sertânia realiza capacitação para implantação do e-SUS

A Prefeitura de Sertânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, concluiu, nesta terça-feira (15), no distrito de Albuquerque Né, a capacitação dos profissionais para a implantação do e-SUS nas unidades de saúde, cujo objetivo é, sobretudo, facilitar e contribuir para a organização do trabalho dos profissionais de saúde, elemento decisivo para a qualidade do atendimento prestada à população.
Os ACS's, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas, auxiliares de consultório dentário, médicos e recepcionistas de todas as UBSF, além da equipe do NASF, formada por nutricionista, fonoaudióloga, fisioterapeuta e professor de educação física, participaram da qualificação do e-SUS, que informatiza a elaboração de prontuários, prescrição de medicamentos, solicitação de exames, marcação de consultas, internações, dentre outros.
"O e-SUS controla e integra diversos setores, além de permitir acompanhar o histórico de saúde do paciente sob alguns aspectos como: atendimentos realizados, entrega de medicamentos e realização de exames, emitindo comprovantes para facilitar o controle pela Unidade de Saúde e pelo próprio paciente" disse a secretária de Saúde, Tatiana Mindelo.

Vacinação contra a gripe começa na próxima terça-feira em Sertânia

A partir da próxima terça-feira (22), das 8h às 17h, todos as unidades de saúde de Sertânia estarão vacinando contra a gripe. A campanha, que tem como tema “Vacinação contra a gripe: você não pode faltar”, será realizada até o dia nove de maio e terá seu dia 'D' no sábado (26). A novidade deste ano é a ampliação da faixa etária para crianças de seis meses a menores de cinco anos. No ano passado, o público infantil foi de seis meses a menores de dois anos.
Além das crianças de seis meses a menores de cinco anos, integram este grupo pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Neste caso é necessária a apresentação da prescrição médica.
"É importante lembrar para a população que a quantidade de vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde é suficiente apenas para o público alvo da campanha. As pessoas precisam entender que não podemos vacinar todos, como até gostaríamos", disse a Coordenadora de Programa Nacional de Imunização (PNI) de Sertânia, Lidiane Graziela.
Segurança
A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A vacina contra gripe é segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou, até mesmo, óbitos. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
Medidas de prevenção
A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto e não compartilhar objetos de uso pessoal.
Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. A vacina contra a gripe não é capaz de eliminar a doença ou impedir a circulação do vírus, por isso, as medidas de prevenção são muito importantes, particularmente durante o período de maior circulação viral, entre os meses de junho e agosto.
Também é importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe - especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações - devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.
Reações adversas
Após a aplicação da vacina, podem ocorrer, de forma rara, dor no local da injeção, eritema e induração. São manifestações consideradas benignas, cujos efeitos passam, na maioria das vezes, em 48 horas. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Normal ou cesárea? Conheça riscos, mitos e benefícios de cada tipo de parto

Cientistas de 25 países resolveram estudar o impacto da realização de cesarianas em grávidas de gêmeos. O esforço internacional foi motivado pelo aumento do número de cirurgias agendadas nestes casos em todo o mundo devido à crença de que há um risco maior para a mãe e os bebês quando o nascimento ocorre por parto normal. Só nos Estados Unidos, o índice saltou 50% entre 1995 e 2008, para 75% dos partos de gêmeos.

O estudo analisou 2,8 mil partos ao longo de oito anos e seu resultado - publicado no fim do ano passado - vai contra o imaginário coletivo. 'A cesárea planejada não reduz o risco de morte em gravidez de gêmeos', diz o obstetra Renato Sá, vice-presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (Segorj), que participou da pesquisa. 'Provou-se que era mito.'

Não se trata do único falso motivo apontado como indicação de cesárea em consultórios Brasil afora. Obstetras ouvidos pela BBC Brasil relatam casos em que mulheres fizeram cesáreas desnecessárias porque 'o bebê é grande ou pequeno demais', 'a mãe tem bacia estreita' ou 'o bebê virou de posição durante o parto'.

Uma dos mitos mais frequentes na indicação de cesariana é o bebê estar com o cordão umbilical enrolado no pescoço. 'O cordão é como um fio de telefone: para enforcar a criança, seria necessário muito esforço', diz Sá. 'De qualquer forma, quando ela desce pelo canal vaginal, o cordão vai se desenrolando.'

Na verdade, são poucas as situações que podem ser solucionadas apenas pela cesariana, segundo os médicos consultados para esta reportagem. Uma delas é quando a placenta se desloca e bloqueia a saída do bebê, fenômeno conhecido como placenta prévia total. A força feita pela criança ao tentar nascer pode causar uma hemorragia grave e o óbito da mãe e do filho.

Outro caso é a hipertensão desenvolvida pela mulher durante gestação, a eclampsia. 'Se a mãe é diabética grave, também é preciso fazer cesárea', afirma Etevino Trindade, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Quando a gestante tem um problema de coração grave, a cirurgia deve ser feita.

Ainda estão nessa categoria grávidas portadoras do vírus HIV que tenham uma carga viral alta e imunidade baixa ou com uma lesão de herpes genital ativa no fim da gestação (a cesárea evita o contágio do bebê) e o descolamento prematuro da placenta, que gera risco de sangramento excessivo.

Na maioria dos casos, a situação específica deve ser avaliada. 'Uma cesárea também traz riscos, apesar de serem menores do que no passado', diz o obstetra Pedro Octávio Britto Pereira, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). 'É preciso saber qual é a forma de parto mais segura e optar por ela.'

Riscos

Não se pode negar que a cesariana é um recurso valioso para salvar vidas e deve ser usada num quadro crítico. Pode ser o caso, por exemplo, de quando o cordão umbilical sai antes do bebê, durante o parto, fenômeno conhecido como prolapso. Isso corta o fluxo de sangue para a criança. A situação deve ser resolvida em minutos, caso contrário o bebê morre.

No entanto, a cesárea é em geral mais arriscada e pode trazer prejuízos para a mãe e o bebê. O estudo 'Morte materna no século 21', publicado em 2008 no periódico American Journal of Obstetrics and Ginecology, analisou 1,46 milhão de partos e encontrou um risco de óbito dez vezes maior para a gestante em cesarianas. Enquanto a taxa de morte em partos normais foi de 0,2 para 100 mil, no caso das cesáreas chegou a 2,2 por 100 mil.

Deve-se levar em conta que, em parte dessas cesáreas, a situação já era emergencial e mais arriscada. Mas o aumento do agendamento deste tipo de parto torna o índice preocupante. A cesárea é uma cirurgia e pode gerar hemorragia, infecções e danos a órgãos internos da gestante, sem que fosse necessário assumir o risco de ter estas complicações.

O maior número de cesáreas agendadas também coincide com o aumento de bebês prematuros, já que a idade gestacional não pode ser calculada com exatidão. Isso faz com que nascimentos ocorram muito antes do recomendado, algo associado a problemas respiratórios no bebê.

O parto normal traz benefícios para o bebê e a mãe. Durante o parto, a mãe produz os hormônios oxitocina, que estudos indicam ser capaz de proteger o recém-nascido de danos no cérebro e ajudar no amadurecimento cerebral, e prolactina, que favorece a amamentação. 'O parto normal é um processo fisiológico normal. Não há por que transformar isso num procedimento cirúrgico sem necessidade', afirma Sá, do Segorj.

Uma situação em que a cesárea costuma ser pré-agendada no Brasil é quando o bebê está 'sentado' na barriga da mãe. Isso gera o risco da sua cabeça ficar presa na pélvis da mãe. Mas a cesárea não é a única saída. O médico pode tentar, durante a gestação, colocar manualmente o bebê de ponta cabeça, posição mais indicada para o nascimento, por meio de uma manobra conhecida como versão externa.

Ter feito duas cesáreas anteriormente também não é indicação absoluta de necessidade de nova cesárea. Como o útero tem cicatrizes de operações anteriores, elas podem se romper durante o parto normal. 'Mas a literatura médica indica que a mulher tem o direito de tentar porque o risco absoluto é baixo, de menos de 1%', afirma o obstetra Jorge Kuhn. 'Se os pais acharem que ainda assim é um risco alto, é melhor nem tentar.'

Informação

Os obstetras ouvidos pela BBC Brasil são unânimes numa questão: a melhor forma da mãe tomar uma decisão é informar-se. É possível consultar os sites da Febrasgo e da Associação Médica Brasileira, órgãos que publicam diretrizes sobre partos normais e cesarianas. Os colégios de ginecologia e obstetrícia dos Estados Unidos, da Austrália, do Canadá e do Reino Unido servem de referência para profissionais de todo o mundo.

'Se a mulher não vai atrás de informação, ela dá ouvidos aos relatos de amigas e parentes. Muitas dessas mulheres fizeram cesáreas por razões que consideram justificáveis, mas que não são', afirma Kuhn. 'A mãe também pensa que o médico estudou muito para se formar e que não tem autoridade para questioná-lo. Mas é importante que ela saiba as indicações reais e seus direitos para ser a protagonista de seu parto, em vez de delegar isso ao obstetra.'

Caso a mulher opte pelo parto normal, é indicado que ela descreva num documento o plano de parto, como gostaria de ser tratada antes, durante e depois, deixando suas preferências claras para a equipe médica. São importantes dados como quem será o acompanhante, as intervenções médicas bem-vindas ou não e se quer dar de mamar logo depois do bebê nascer.

Assim, a mulher pode debater com o médico para que tudo fique esclarecido. O plano de parto não tem validade legal, como um contrato, mas aumenta as chances da mãe ter seu filho da forma como deseja. 'Não quer dizer que isso será obedecido, mas garante um questionamento jurídico se houver necessidade', explica a obstetriz Ana Cristina Duarte, uma das principais vozes do movimento de humanização do parto no país.

Se a mãe não tiver sua vontade respeitada ou sofrer algum tipo de violência no parto, ela deve exigir uma cópia de seu prontuário no hospital e denunciar o caso. É aconselhado escrever uma carta com os detalhes do ocorrido. 'Envie para a ouvidoria do hospital com cópia para a diretoria clínica, para a Secretaria Municipal de Saúde e para a Secretaria Estadual de Saúde', diz Duarte.

A obstetriz acrescenta que, se o parto ocorreu em uma maternidade particular, a diretoria do plano de saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também devem ser comunicadas. 'Se for um caso grave, procure a ajuda de um advogado', afirma Duarte.




Da BBC/JE

sábado, 29 de março de 2014

PREFEITURA DE SERTÂNIA REALIZA CAPACITAÇÃO DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA

A prefeitura de Sertânia, por meio das secretarias de Saúde e Educação, realizou, nesta quinta-feira (27), no auditório da Escola de Referência em Ensino Médio Olavo Bilac, a abertura do Programa Saúde na Escola com uma capacitação para agentes comunitários de saúde, técnicos de enfermagem, enfermeiros, gestores escolares e professores.

A Psicopedagoga Viviane Cavalcanti fez uma abordagem sobre a prevenção ao uso de drogas na sala de aula. Outro tema discutido foi a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, abordado pela enfermeira Maria José Costa.

Entre os objetivos do Programa Saúde na Escola (PSE) estão o incentivo a integração e a articulação das redes de educação e atenção básica e o fortalecimento da comunicação entre escolas, equipes de Atenção Básica e unidades básicas de saúde, resultando em um trabalho de prevenção e de promoção à saúde dos alunos da Rede Municipal de Ensino.





sexta-feira, 21 de março de 2014

Depilação íntima completa aumenta risco de doenças? Jairo Bouer responde

Calça jeans apertada provoca corrimento. VERDADE: o uso de calças jeans muito apertadas podem dificultar a adequada aeração da região genital e causar problemas na região. "Isso, sobretudo nos climas mais quentes, pode causar desconforto perineal pelo aumento da transpiração local, o que pode aumentar a ocorrência de dermatites nessa região e corrimento", afirma Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. Thinkstock/Arte UOL
É necessário passar o fundo da calcinha ou fervê-la para evitar doenças. PARCIALMENTE VERDADE: não é preciso ferver a calcinha para evitar doenças, mas passá-la pode ser uma boa ideia. Mas, se for a primeira vez que for usar a calcinha, é melhor lavá-la antes, Além disso, existem outros cuidados especiais que se pode ter com as peças íntimas. "Usar sabão o mais neutro possível, evitar misturar com outras roupas, passar a ferro (ao menos o fundo da calcinha), e deixa-la em um local arejado para secar", recomenda Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. Getty Images/Arte UOL
Calcinhas não devem ser secas no banheiro. VERDADE: muitas mulheres têm como hábito lavar a calcinha durante o banho. O problema aí não está na lavagem, mas, sim, na secagem: "Se for lavar a calcinha durante o banho, não a deixe pendurada no banheiro, pois é um lugar úmido que favorece a proliferação de fungos. Logo ao terminar, leve-a a um local arejado para secar", explica Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. Getty Images/Arte UOL
O sabonete íntimo é igual ao sabonete comum. MITO: a diferença principal entre o sabonete comum e o íntimo está no pH: o comum tem um pH neutro, enquanto o íntimo tem um pH ácido. Isso faz com que os sabonetes íntimos tenham um grau de acidez semelhante ao da região genital, reduzindo as chances de irritação na vagina. Getty Images/Arte UOL

Absorventes perfumados podem provocar alergia. VERDADE: os produtos utilizados para deixar o absorvente perfumado podem causar irritação em algumas mulheres. "Naturalmente, não é toda mulher que terá alergia, mas especialmente aquela com sensibilidade maior. Assim, quanto menos perfume houver, melhor", diz Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. Getty Images/Arte UOL
Calcinha de algodão é melhor do que as com tecidos sintéticos. VERDADE: isso pela simples questão de facilitar a aeração do períneo. "As calcinhas 100% algodão facilitam a evaporação da umidade local, colaborando para manutenção do equilíbrio da região genital", afirma Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. Getty Images/Arte UOL
Lencinhos umedecidos para a região íntima podem ser usados todos os dia. MITO: apesar de práticos, não é recomendável a utilização diária dos lencinhos umedecidos para a região íntima, pois podem causar irritação e coceira. O melhor é deixá-los na bolsa e guardá-los para uma situação de emergência. Getty Images/Arte UOL
Dormir sem calcinha ajuda a prevenir infecção vaginal. VERDADE: a vagina é um local úmido que precisa de ventilação. Como no dia a dia é comum as mulheres usarem calças jeans e roupas sintéticas, a região não tem uma ventilação ideal. Resultado: a vagina fica abafada, facilitando a proliferação de bactérias e fungos. Assim, para prevenir irritação, ardência e infecções, por exemplo, é recomendável que se durma sem calcinha com a maior frequência possível. Também é importante evitar lingeries apertadas! Thinkstock
Absorvente interno pode provocar cólicas ou ferimentos. MITO: por ser de uso interno, muitas pessoas têm receio de utilizar esse tipo de absorvente. Mas a verdade é que são seguros e confortáveis. "Se usado corretamente, o absorvente não tem como provocar atrito, ferimento e muito menos cólica. Entretanto, se usado numa posição muito baixa (abaixo do "anel" muscular da vagina), ele incomoda muito e pode, sim, levar a lesões da mucosa vaginal", explica Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. Getty Images/Arte UOL
Coceira vaginal é normal. MITO: coceira vaginal nunca é normal! Ela pode indicar uma série de problemas, como alergia, DSTs, processos irritativos por algum produto externo, parasitoses, infecção por HPV e doenças como psoríase e dermatites. Por isso, é importante investigar. Getty Images/Arte UOL
Usar papel higiênico perfumado causa irritação. VERDADE: tanto o perfume como a tinta do papel higiênico podem agredir a mucosa vaginal e irritá-la, especialmente em mulheres que tenham mais sensibilidade. E isso pode causar problemas como ardência, coceira, dor ao urinar e dor na relação sexual. Assim, o mais indicado é escolher os papéis brancos e sem perfume. Getty Images/Arte UOL
Ficar com o biquíni molhado por muito tempo causa corrimento. VERDADE: "Usar um biquíni molhado por muito tempo pode causar mais frequentemente irritação na vulva e nos genitais externos, principalmente na região da virilha", aponta Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. Isso porque a umidade favorece a proliferação de fungos e bactérias. Getty Images/Arte UOL
Protetor de calcinha pode ser usado diariamente. MITO: muitas mulheres acreditam que o protetor de calcinha é uma ótima opção para se manterem secas e confortáveis. Mas a verdade é que o protetor, quando usado diariamente, deixa a região da vagina mais quente e úmida. "Isso favorece fungos e bactérias, além de diminuir as defesas vaginais. Como alternativa, o ideal é trocar de calcinha durante o dia", afirma Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein. Getty Images/Arte UOL

Os pelos pubianos devem ser aparados regularmente. VERDADE: para manter a higiene, os pelos pubianos devem ser aparados de vez em quando, mas não com muita frequência, pois eles são um importante mecanismo de proteção dos genitais. "Eles devem ser aparados para não dificultarem a adequada aeração perineal, mas também não tanto que prejudique a proteção da região", explica Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. Getty Images/Arte UOL

Um fluxo que passa a ser muito intenso ou com maior duração pode ser indício da presença de um mioma. VERDADE: a intensidade e a duração do fluxo pode variar de mulher para mulher e até mesmo de ciclo para ciclo. Mas se a mudança é muito intensa, ou então se torna frequente, é preciso atenção, pois pode sim ser sinal de mioma ou ainda de outros problemas. "As mudanças devem sempre ser levadas ao conhecimento do ginecologista para melhor elucidação diagnóstica, muitas vezes com a necessidade de exames complementares", recomenda Andréa da Rocha Tristão, professora do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unesp. Thinkstock/Arte UOL

Jairo Bouer responde a dúvidas de internautas:

A depilação íntima completa, conhecida lá fora como "Brazilian wax", atrai muitos homens e mulheres. Mas será que tirar todos os pelos da região deixa a mulher mais exposta a doenças? Esta é uma das perguntas enviadas por internautas do UOL a Jairo Bouer no @saúde. 

Segundo Jairo, o tema divide a opinião dos especialistas. Para alguns ginecologistas, ter ou não ter pelos na região íntima não faz muita diferença. "Outros já acreditam que uma das funções dos pelos pubianos é filtrar um pouco bactérias, vírus e fungos, e proteger a mulher de infecções", diz o médico e colunista do UOL. 

Como não há consenso, a recomendação é observar como o próprio corpo reage à medida. "Se você depila com frequência, não deixa nenhum pelo e não tem tido nenhum problema de infecção, eu não me preocuparia muito. Agora, se você depila e tem tido infecções recorrentes, aí sim você talvez tenha que pensar em alguma solução intermediária", sugere Jairo à internauta.

De qualquer forma, ele diz que é sempre bom conversar com o ginecologista de confiança sobre o assunto. 

Outra internauta, que tem 23 anos, quer saber se é normal o marido não gostar de sexo e preferir se masturbar sozinho a transar com ela. Para Jairo, é preciso checar se o relacionamento afetivo está bem, pois qualquer conflito pode se refletir no sexo. Outra possibilidade, diz o colunista, é que algum problema de ereção esteja fazendo com que o marido evite procurá-la.

"Acho que está faltando um bom papo, principalmente se vocês querem continuar casados", recomenda Jairo. E se, sozinho, o casal não conseguir resolver a situação, vale a pena procurar um terapeuta. 

A última pergunta do programa é de uma internauta que quase não tem sangramentos durante a menstruação - a ponto de não precisar de absorventes - e não usa anticoncepcional. Ela quer saber se isso é sinal de que ela seja menos fértil que outras mulheres. 

Segundo Jairo, sangrar pouco não significa ausência de ovulação ou problema de fertilidade. Porém, só os exames de rotina no ginecologista podem indicar se está tudo bem com os hormônios.






Fonte: UOL